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dizem que o Marea SX tem duas diferenças de motorização,
se comparado com as versões ELX e HLX: programação
do chip e comando de válvulas de ação variável
(que no SX não existiria). MECÂNICA resolveu pesquisar o assunto
com a ajuda de um técnico em injeção, o engenheiro
Ronald Funari. Levamos um Marea SX (de 127 cv a 5.500 rpm, segundo a montadora)
e um ELX ( de 142 cv a 6.000 rpm), para o dinamômetro do Instituto
de Motores Independente, em São Paulo. Funari preparou um chip semelhante
ao do ELX e outro um pouquinho mais "forte".
Numa primeira fase aferimos o Marea ELX no dinamômetro (de chassi). Medimos a perda de potência entre o volante do motor (onde é medida pelo fabricante) até as rodas - onde é captada pelo dinamômetro. O resultado, uma perda de cerca de 28% - normal, para veículos desse porte - foi aplicado nas outras medições. Depois sempre corrigindo pelo desvio encontrado no ELX, medimos o SX com chip original. Na potência máxima (a 5.500 rpm), tinha apenas 6 cv a menos que o ELX, e não 15, como anunciado pelo fabricante. Mais especificamente: se o Marea ELX, testado mostrou 142 cv (a 6.000 rpm), o SX medido por nós apresentou 136 cv e não 127, como o divulgado. Essa diferença, embora razoável, pode ser atribuída à unidade testada, mais "esperta" que a média dos Sx que deixam a linha de montagem. Um "melhor" entre os iguais. Depois
da medição com o chip original, Funari tirou a centralina
do SX, sacou o chip da fábrica e colocou em seu lugar uma cópia
do original do ELX. O carro voltou ao dinamômetro para nova medição.
O resultado foi o mesmo que o apresentado pelo ELX: 142 cv, confirmando
o que já havia sido informado pela Fiat - ambos possuem o mesmo
comando de válvulas com variador de fases. Ou seja, o SX tem exatamente
a mesma motorização que o ELX e a única diferença
é que, para reduzir a potência máxima na versão
básica (e pagar menos IPI), a Fiat remapeou o chip, que apresenta
uma redução do avanço da ignição e do
ar/combustível admitido pelo motor à partir das 5.000 rpm.
Cavalos
na manga Após
este tira-teima, chegou a hora de Funari cumprir a Segunda proposta: desenvolver
um chip mais forte do que o original do ELX. Ele retirou novamente a central
eletrônica da injeção e reprogramou o chip, aumentando
novamente o avanço e o tempo de injeção de combustível.
O carro apresentou uma pequena melhora na potência: 144 cv (a 6.500
rpm). Mas a grande melhora veio nos regimes de média para alta rotação
(a partir das 4.000 rpm), quando o motor "enche" mais rápido, aproveitando
melhor o torque de 18,2 kgfm a 5.000 rpm.
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manteve
em faixas bem baixas para essa categoria de carro: 7,9 km/litro na cidade
e 11,8 na cidade, contra 8,2 km/litro na cidade e 12,1 na estrada, conseguidos
com o chip do ELX. Uma pequena diferença. O nívelde emissões
também mudou um pouco. Num teste realizado pela Alfatest, fabricante
de equipamentos de medição automotiva, ambos os chips (o
similar ao empregado no ELX e o "preparado") foram aprovados sem ressalvas.
Os índices de CO, CO2, HC e O2 se encontram dentro das especificações
estabelecidas pelo Conama.
Fazer o "upgrade" do modelo SX não traz apenas alguns "cavalinhos". Além desse motivo existe um outro, muito mais expressivo: fica mais barato comprar um SX e transformá-lo em um ELX do que já comprá-lo na versão mais completa. Enquanto o ELX custa R$ 28.443, o SX básico sai por R$ 23.990. Com mais R$ 350,00 dá pra fazer o chip, igualando a motorização dos modelos. E isso não leva nem meia hora. Com a diferença de custo entre as duas versões, dá pra instalar rádio/toca-fitas, ar condicionado, vidros com acionamento elétrico, banco do motorista com regulagem lombar e de altura e Fiat Code, itens de série no ELX e opcionais no SX. E ainda sobram R$ 844. Já se o proprietário do SX não faz questão desses equipamentos, sobram mais de quatro mil reais, o suficiente para comprar um carrinho velho e poupar o seu "quase" Marea ELX. Upgrade
no Vectra
Se no Marea é possível mexer no chip para que o motor fique com a mesma potência das versões mais caras, no caso do Vectra a melhor mudança é visual. Nesse sedan médio da GM, as principais diferenças (visíveis por fora...) entre a versão básica e a intermediária GLS são as rodas em liga-leve, os encostos traseiros e um friso lateral que protege a porta contra eventuais "batidinhas". Por dentro, o GLS possui conta-giros e as forrações empregam materiais mais "nobres". O que fazer então? Bem, um jogo de rodas fica em torno de R$ 650,00 nas lojas de acessórios ou por volta de R$ 188,00 (cada uma) nas concessionárias. E não é preciso substituir os pneus, que têm as mesmas medidas tanto no GL como no GLS. Os encostos traseiros variam de R$ 150,00 a R$ 300,00, tanto em tapeceiros "independentes" quanto nas autorizadas. O jogo de frisos também apresenta grandes variações de preço: foi encontrado custando entre R$ 30 e R$ 90. Já as modificações internas são (bem) caras. Para instalar o conta-giros numa concessionária, só de peças vão ser gastos mais de R$ 3.500 - fora a mão de obra. Nas lojas de painéis de instrumentos, esse gasto fica entre R$ 500 e R$ 800, mas o carro perde a garantia na parte elétrica. Quanto ao tecido dos bancos e laterais de porta, ao invés de partir para a forração do GLS, fica até mais barato (e mais charmoso) optar por couro. O custo fica entre R$ 750 e R$ 1.200, variando de acordo com a tapeçaria consultada. |